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Contexto
Desde os anos 70 do século XX observa-se na Amazônia Brasileira, que representa a última fronteira de povoamento na América do Sul, um desenvolvimento das suas áreas rurais de forma mais intensa do que nunca antes.
A construção de auto-estradas interregionais, a colonização de pequenos agricultores, o estabelecimento de fazendas enormes e do agro-business, as extrações mineral e vegetal a e realização de projetos hidro-elétricos.
Como resultado dessas tentativas de "modernizar" a Amazônia e integrá-la na economia nacional brasileira, houve um aumento dos conflitos de interesse e de terra, uma aceleração da urbanização, a marginalização da população indígena e a devastação da floresta tropical. Bem que esses processos ainda descrevam grande parte de que está acontecendo na Amazônia de hoje, pode-se observar nos últimos tempos um esforço maior do governo brasileiro e de organizações não-governamentais para a implementção de um desenvolvimento regional ecologicamente ajustado, socialmente balançado e economicamente viável, conforme os princípios da "sustentabilidade".
![]() Funcionalmente ligada ao desenvolvimento das áreas rurais na Amazônia, a urbanizaçao da região aumentou rapidamente. Hoje em dia, mais da metade da população regional mora em cidades. O sistema de povoamento também foi se transformando profundamente. Colônias de garimpeiros e colônias de pequenos agricultores ao longo de novas auto-estradas desenvolveram-se em conjunto com os projetos de colonização próximos a colónias indígenas, colônias tradicionais ao longo do rio ou barracas de seringueiros em áreas rurais. Ao mesmo tempo, o sistema urbano da Amazonia passou por uma transformação particularmente profunda. Cidades tradicionais ficaram estagnanas, enquanto várias novas cidades começaram a florescer e se desenvolverem como centros regionais dinamicamente crescentes. Dependente dos seus ambientes regionais específicos, esses tipos diferentes de colônias rurais e urbanas distinguem-se fundamentalmente no que se refere ao desenvolvimento demográfico, à base econômica e às estruturas sócio-culturais. Devido a esse movimento populacional contínuo do rural para as cidades e as interconexões cada vez mais intensas entre áreas rurais e urbanas, são as ligações econômicas, sociais e ecológicas entre esses espaços que terão que ser levadas em conta de maneira mais atenta na formulação de estratégias para um desenvolvimento sustentável da Amazônia. Economicamente, aspectos importantes das interconexões entre cidades e o rural são o processamento e a mercância de produtos agrários das áreas rurais de um lado e o abastecimento do rural com produtos não-agrários por outro lado. Socialmente, as ligações entre as cidades e o rural caraterizam-se por atividades migratórias, permanentes ou temporárias, forçadas ou voluntárias, cujo motivo frequente é a procura (de alternativas) de emprego, educação etc. assim como a interdependência sócio-econômica (distribuidor-pequeno agricultor) e estruturas de poder desiguais. Sob o ângulo ecológico são sobretudo os diferentes níveis do uso dos recursos naturais e o "estresse ambiental" ligado aos modos de vida e de povoamento referentes que determinam as conexões rurais-urbanas. Assim sendo, estratégias de sobrevivência de diferentes grupos sociais, tanto nas cidades como no rural do chamado terceiro mundo, são profundamente influenciadas pelas caraterísticas regionais específicas das interações entre o rural e o urbano. Por isso, conceitos para um desenvolvimento sustentável tem que ser ajustados às caraterísticas estruturais, às dinâmicas processuais e aos potenciais de conflitos distintos e serem disponibilizados por instrumentos de regulação política apropriados nos níveis regional e local.
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